Libro de Actas del III Congreso Latinoamericano y del Caribe e Investigación en Educación Superior- LatinSoTL- 2025
1124 com a equidade e com a justiça social (Hill,2020; Collins, 2021; Gavério, 2017; Pagni, 2024). Por fim, espera-se que o ensaio contribua para a compreensão dos modelos de deficiência, indo além de um exercício teórico, ao buscar ressignificar o papel da universidade frente às desigualdades estruturais, propondo práticas inclusivas, éticas e responsivas (Collins, 2021; Martins, 2022). A prática docente comprometida com a transformação social exige investigação sistemática, reflexão crítica e abertura para o diálogo com a diversidade dos estudantes. Tais reflexões ganham potência quando articuladas ao ensino da pessoa em situação de deficiência sob a lente da interseccionalidade, registrando esse campo como um espaço legítimo de produção de conhecimento na Universidade. Ao adotar essa perspectiva, reafirma-se o compromisso com uma educação que valorize as diferenças, combata o capacitismo estrutural e promova a justiça social de forma eficaz e contínua. REFERÊNCIAS Bampi, LNS, Guilhem, D., & Alves, ED (2010). Deficiência e cuidado: considerações éticas. Revista Brasileira de Enfermagem, 63(2), 290–294. https://doi.org/10.1590/S0034-71672010000200019 Bisol, CA, Martins, SESO e Guareschi, PA (2017). Estudos críticos da deficiência: entre o social e o pós-social. Porto Alegre: EDIPUCRS. Brasil. (2009). Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Diário Oficial da União. Brasil. (2015). Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF. Collins, PH (2021). Interseccionalidade como teoria social crítica. Duke University Press. Diniz, D. (2007). O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense. Gavério, G. (2017). Teoria Crip: deficiência, discurso e representação. Em M. Pereira (Org.), Corpos dissidentes (pp. 75–94). Rio de Janeiro: EdUERJ. Hill, M. (2020). Os sistemas interligados de capacitismo e racismo. Deficiência e Sociedade, 35(2), 321–326. https://doi.org/10.1080/09687599.2019.1702506 Martins, SESO, & Louzada, JCA (2022). Política de identificação de estudantes em situação de deficiência em uma universidade pública brasileira. Educação e Filosofia, 36(76), 65–96. McRuer, R. (2006). Crip Theory: Sinais Culturais de Queerness e Deficiência. Nova York: NYU Press. OMS – Organização Mundial da Saúde. (2001). Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Genebra: OMS. Pagni, P.Â. (2024). Filosofia da deficiência: diferenças, ética e subjetividades. São Paulo: Cortez.
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